Ceará tem nove barragens em 'alto risco' de rompimento e reforça fiscalização no período de chuvas - Porteiras online

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quarta-feira, fevereiro 12, 2020

Ceará tem nove barragens em 'alto risco' de rompimento e reforça fiscalização no período de chuvas






Com o início da quadra chuvosa no Ceará retoma-se o alerta para a prevenção de acidentes. Isso porque, em 2019, seis pessoas perderam a vida no estado em decorrência das precipitações, sendo uma tentando fazer uma travessia e cinco arrastadas por correntezas.

As atenções se voltam, principalmente, para as condições estruturais de cerca de 154 barragens de médio e grande porte, uma vez que, até o fim do ano passado, o Ceará apresentava nove delas com alto risco de rompimento, conforme relatório da Agência Nacional das Águas (ANA).
O monitoramento institucional realizado por órgãos como o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) e a Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) são suficientes para garantir reparos emergenciais e prevenir possíveis tragédias, na avaliação do professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará (UFC) Francisco de Assis de Souza Filho.

Desafios

Durante chuva em 2019, uma casa foi destruída e 30 imóveis ficaram interditados em Crato — Foto: Antônio Rodrigues/SVMDurante chuva em 2019, uma casa foi destruída e 30 imóveis ficaram interditados em Crato — Foto: Antônio Rodrigues/SVM
Durante chuva em 2019, uma casa foi destruída e 30 imóveis ficaram interditados em Crato — Foto: Antônio Rodrigues/SVM
Segundo Assis, a maior preocupação é pela a de controle de aproximadamente 30 mil barragens de pequeno porte, geralmente de propriedade particular, mas que podem oferecer risco em caso de grandes chuvas.
"Elas estão localizadas em regiões mais altas. Quando se tem uma chuva mais intensa, se essa barragem arromba, pode gerar um efeito cascata. Muitas não tiveram um acompanhamento de engenharia muito forte, foram feitas nas fazendas e com isso pode gerar algum tipo de dano", comenta.
O maior desafio, na avaliação do professor, é identificar todos esses reservatórios. "Muitas não foram registradas. Hoje a Funceme [Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos] desenvolve junto à SRH [Secretaria de Recursos Hídricos] um inventário dessas barragens, para saber onde estão, quem são os proprietários, e a partir daí aprimorar não só o cadastro, mas notificar os donos e falar das responsabilidades deles em função da lei de segurança das barragens", explica.

Fonte: G1
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